domingo, janeiro 29, 2006

Berma azeda

Tudo o que é bom sabe a morte,
todo o possível é nulo
quando não se tem suporte,
quando se está num casulo.

Não sei mais o que vos diga,
não vos quero dizer mais,
quero contrariar a fadiga
em mil estrebuchos fatais.

Quero à berma de sofrer
cambalear sem equilíbrio
para tentar esquecer
que fingir não é estar ébrio.

Tudo quer ser sorte,
mas quando se morde,
o sabor foi para Norte.
O meu espelho é um fiorde.