Berma azeda
Tudo o que é bom sabe a morte,
todo o possível é nulo
quando não se tem suporte,
quando se está num casulo.
Não sei mais o que vos diga,
não vos quero dizer mais,
quero contrariar a fadiga
em mil estrebuchos fatais.
Quero à berma de sofrer
cambalear sem equilíbrio
para tentar esquecer
que fingir não é estar ébrio.
Tudo quer ser sorte,
mas quando se morde,
o sabor foi para Norte.
O meu espelho é um fiorde.